Título: As Promessas de Deus — Confie e viva as bênçãos do Senhor porque fiel é O que prometeu
Comentarista: Elinaldo Renovato
Lição 7: A promessa de um coração novo
Data: 17 de novembro de 2024
“E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.” (Ez 36.26).
O salvo em Cristo Jesus tem um coração novo, voltado para a Palavra de Deus e disposto a fazer a sua vontade.
Segunda — Jo 3.3-8
O coração deve ser regenerado pelo Espírito
Terça — Pv 4.23
Do coração procedem as saídas da vida
Quarta — Mt 15.18-20
O que sai do coração contamina o ser humano
Quinta — Lc 2.18,19
Guardando e conferindo tudo no coração
Sexta — Jr 20.12
Deus vê o coração do ser humano
Sábado — Pv 17.22
O coração alegre é remédio da alma
Romanos 2.25-29; Jeremias 31.31-34.
Romanos 2
25 — Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão.
26 — Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a incircuncisão não será reputada como circuncisão?
27 — E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará, porventura, a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?
28 — Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne.
29 — Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
Jeremias 31
31 — Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 — Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.
33 — Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
34 — E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.
15, 141 e 447 da Harpa Cristã.
1. INTRODUÇÃO
Durante muitos anos, o povo de Israel serviu a Deus apenas com um coração religioso, restringindo o relacionamento com Deus apenas ao cumprimento de leis e tradições humanas. A promessa de um coração novo coaduna com as palavras de nosso Senhor Jesus que afirmou que “os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Esse é um coração transformado pela mensagem do Evangelho.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Conceituar a palavra “coração” de acordo com a Bíblia; II) Destacar a nova perspectiva de vida de quem tem um coração novo; III) Elencar as promessas para o coração novo.
B) Motivação: A pessoa que tem um novo coração inclina-se para o Reino de Deus e tem seu estilo de vida totalmente modificado. Assim, novos comportamentos são observados em uma pessoa que tem o coração novo.
C) Sugestão de Método: O primeiro tópico da lição ressalta a perspectiva bíblica de coração. De modo geral, o coração é o centro da razão e da emoção. Assim a ação do Espírito Santo transforma a maneira de pensar e sentir do novo crente. Partindo desse princípio, a Bíblia destaca que as leis estabelecidas para o povo de Israel na Antiga Aliança seriam praticadas não pelo cumprimento dos rituais e cerimoniais externos, e sim pela obediência sincera de um coração convertido. Aproveite a ocasião, divida a classe em grupos e sugira uma situação em que eles têm o papel de orientar uma pessoa recém-convertida a respeito da regeneração espiritual. Conceda um tempo para conversarem sobre o assunto e, em seguida, apresentarem a explicação.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A promessa de um novo coração, expressa desde o Antigo Testamento, revela um estilo de vida que pensa e age conforme os ensinamentos de Jesus. A prática dos ensinos de nosso Salvador identifica o novo estilo de vida de quem tem um coração como o de Jesus.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 99, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A MENTE”, localizado após o primeiro tópico, destaca o conceito de coração, mais especificamente, quando se refere à mente humana; 2) O texto “NICODEMOS VISITA JESUS À NOITE (Jo 3.1-21)”, localizado após o segundo tópico, explica a compreensão de Reino de Deus concedida a todo aquele que experimenta o “Novo Nascimento”.
INTRODUÇÃO
O coração tem uma perspectiva bíblica muito singular. A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa. Por isso que, ao longo da Bíblia, nos deparamos com conselhos que nos incentivam a cuidar do coração, e guardá-lo de todas as influências maléficas. O coração, segundo a Bíblia, é o centro da vida. As promessas para o coração são o tema desta lição.
Palavra-Chave:
CORAÇÃO
I. O CORAÇÃO NA PERSPECTIVA BÍBLICA
1. O coração na Bíblia. Na Bíblia, raramente, a palavra “coração” é usada como referência ao órgão físico (2Sm 18.14; 2Rs 9.24). De modo geral, essa palavra se refere ao “homem interior” a fim de revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do ser humano. Desse modo, o apóstolo Paulo faz referência ao “homem exterior” (o corpo físico) e ao homem interior (alma e espírito), que constitui o ser humano em sua integralidade: corpo, alma e espírito (Hb 4.12). É para a dimensão desse “homem interior” que a Bíblia aplica a palavra “coração”, tudo o que faz parte da nossa alma e espírito.
2. A circuncisão do coração. O texto da Leitura Bíblica em Classe apresenta Romanos 2.25-29 num contexto em que o apóstolo Paulo ensina o sentido da verdadeira circuncisão da Nova Aliança. De fato, a circuncisão foi um ato físico estabelecido por Deus para os descendentes de Abraão. Contudo, no Novo Testamento, o que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Rm 2.28), mas a obra realizada pelo Espírito Santo no coração da pessoa (Rm 2.29). Essa é a verdadeira circuncisão! Essa é uma obra exclusiva do Espírito que nos capacita a ser um seguidor do Senhor Jesus e estabelecer um relacionamento pessoal com Deus. Sem essa circuncisão do coração é impossível manter um relacionamento vivo com o Pai (Jo 3.3-8).
3. Um coração novo. Esse ensino do apóstolo Paulo remonta o profeta Jeremias 31.31-34 a respeito de uma Nova Aliança que rompe com a forma da Antiga. Essa Nova Aliança não seria mais conhecida pelas marcas físicas, ritualísticas e externas, mas teria a ver com o interior da pessoa, pois Deus escreveria a sua Lei no “coração”, poria a sua Lei no interior da Casa de Israel (Jr 31.33). Assim, Deus daria um coração novo ao seu povo. Por isso, o apóstolo Paulo faz referência a essa obra com a Palavra “espírito” em vez da “letra” (Rm 2.29), pois a Lei de Deus estaria dentro do ser humano que passasse pela obra de regeneração promovida pelo Espírito Santo (Jo 3.6,7). Portanto, de maneira geral, a palavra “coração” se refere ao que está no interior do ser humano (Pv 4.23; Mt 15.18-20).
SINOPSE I
O coração se refere ao “homem interior” para revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do ser humano.
A MENTE
“O coração refere-se à mente, mas não ao cérebro e, nesse caso, não envolve a fisiologia humana. Trata-se de uma metáfora e, embora a neurofisiologia do coração possa ser interessante por si só, não tem relação com esse uso da linguagem. Deuteronômio 6.5 dá a ordem de amar a Deus de todo o coração, alma e poder. Quando a ordem é repetida nos Evangelhos, ocorre com três variações (Mt 22.37; Mc 12.30; Lc 10.27). Comum a todas as três é a adição da palavra ‘mente’. Ao acrescentarem ‘mente’, os escritores dos Evangelhos querem ter certeza de que o público ouve Jesus, só que a adição é baseada no fato de que o significado da palavra hebraica para referir-se à coração inclui a mente. As atividades mentais do coração metafórico são abundantes. O coração é onde a pessoa pensa (Gn 6.5; Dt 7.17; 1Cr 29.18; Ap 18.7), onde a pessoa compreende e tem entendimento (1Rs 3.9; Jó 17.4; Sl 49.3; Pv 14.13; Mt 13.15). O coração faz planos e tem intenções (Gn 6.5; 8.21; Pv 20.5; 1Cr 29.18; Jr 23.20). A pessoa crê com o coração (Lc 24.25; At 8.37; Rm 10.9). O coração é o lugar da sabedoria, discernimento e habilidade (Êx 35.34; 36.2; 1Rs 3.9; 10.24). O coração é o lugar da memória (Dt 4.9; Sl 119.11). O coração desempenha o papel da consciência (2Sm 24.10; 1Jo 3.20,21)” (LONGMAN III, Tremper. Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.407).
“KARDIA
Forma prolongada de uma palavra primária, káp (Kar, em latim, cor, ‘coração’); o coração, i.e., (figurado) os pensamentos ou sentimentos (a mente); também (por analogia) o meio: — coração partido. Um substantivo que significa coração, a sede e o centro de circulação, e, portanto, da vida humana. Em o Novo Testamento é usado apenas em sentido figurado: I — Como sede dos desejos, sentimentos, afetos, paixões, impulsos, i.e., o coração ou a mente (Mt 5.8,28); [...] II — Como sede do intelecto, significando a mente, o entendimento (Mt 13.15); [...] III — Em sentido figurado: o coração de alguma coisa, o meio ou a parte central, i.e., o coração da terra (Mt 12.40) [...].” Amplie mais o seu conhecimento, lendo Bíblia de Estudo Palavras-Chave: Hebraico e Grego, editada pela CPAD, p.2252.
II. O CORAÇÃO DE QUEM ESTÁ EM DEUS
1. Um coração inclinado a Deus. Quando uma pessoa recebe a Cristo como seu Salvador, ela passa pelo processo do Novo Nascimento, da Regeneração. Por isso, ela passa a enxergar o Reino de Deus e, ao mesmo tempo, a própria necessidade espiritual. A respeito disso, nosso Senhor diz: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). Assim, quem tem um coração regenerado, transformado, participa do Reino de Deus e, consequentemente, se inclina para as coisas do Espírito a fim de viver de acordo com os mandamentos de Deus (Rm 8.5,6).
2. Um coração consciente. Como centro da vida interior do ser humano, no coração meditamos, ponderamos e avaliamos, como fez Maria, a mãe de Jesus, ao ouvir o que os pastores diziam acerca do menino: “E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração” (Lc 2.18,19). Assim, quem recebe um coração novo, transformado pela nova natureza a partir da Palavra de Deus, tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa ao seu redor, de maneira que possa desejar fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2; Fp 4.8,9).
3. Deus vê o coração. No livro do Profeta Jeremias está escrito: “Tu, pois, ó Senhor dos Exércitos, que provas o justo e vês os pensamentos e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles, pois te descobri a minha causa” (Jr 20.12). A partir desse texto, podemos depreender que o coração do ser humano é um lugar que poucos podem conhecer, adentrar e contemplar. É o local mais escondido da pessoa. Contudo, a Bíblia diz que Deus vê o coração. Ele contempla o ser humano por dentro e por fora. O Criador formou o homem em sua integralidade, tanto a vida exterior quanto a interior, e, por isso, Ele contempla e conhece bem o coração de cada pessoa. Assim, quem foi regenerado e transformado é contemplado por Deus em todas as dimensões do coração.
SINOPSE II
O coração novo é inclinado para Deus, consciente da sua vontade e sabe que Deus conhece todas as coisas.
NICODEMOS VISITA JESUS À NOITE (Jo 3.1-21).
“[...] O fato de uma pessoa precisar nascer novamente se referia a um nascimento espiritual, mas Nicodemos entendeu que Jesus se referia a um renascimento físico. Mas o que Jesus podia esperar que Nicodemos soubesse sobre o Reino? A partir das Escrituras ele poderia saber que o Reino seria governado por Deus, seria finalmente restaurado na terra e iria incorporar o povo de Deus. Jesus revelou a esse piedoso fariseu que o Reino seria disponibilizado a todo o mundo (Jo 3.16), não apenas aos judeus, e que Nicodemos não faria parte dele a não ser que nascesse novamente (3.5). Esse era um conceito revolucionário: o Reino é pessoal, e não nacional ou étnico, e as exigências para entrar nele são o arrependimento e o novo nascimento espiritual. Mais tarde, Jesus ensinou que o Reino de Deus já havia começado no coração dos crentes (Lc 17.21), e estará plenamente realizado quando Ele voltar para julgar o mundo e abolir a iniquidade para sempre (Ap 21 — 22). [...] Somente o Deus Espírito Santo concede a nova vida do céu (ser ‘nascido do Espírito’). Ao mesmo tempo em que Deus coloca o seu precioso Espírito em nós, recebemos um espírito humano novo e regenerado. É o Espírito de Deus, e não o nosso esforço, que nos torna filhos de Deus (1.12). A descrição de Jesus retifica a esperança dos homens de poderem, de alguma forma, herdar a virtude de seus pais, de conquistá-la pelo bom comportamento, pela formação recebida na igreja, ou por se associarem às pessoas certas. Em determinado momento, devemos ser capazes de responder à pergunta, ‘Será que já nasci do Espírito?’” (Comentário do Novo Testamento — Aplicação Pessoal. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.501,502).
III. PROMESSAS PARA O CORAÇÃO
1. Um coração feliz. Quando o ser humano tem um novo coração, como resultado da obra realizada por Deus por meio de seu Espírito, a felicidade é uma realidade. Em seu Sermão do Monte, o Senhor Jesus traz uma lista de bem-aventuranças, isto é, um estado de felicidade para quem manifesta as virtudes do Reino de Deus (Mt 5.1-9). Isso significa que a felicidade para o cristão não se encontra em coisas materiais, mas em praticar aquilo que agrada a Deus. Em Provérbios, lemos: “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Pv 17.22). Como consequência dessa felicidade, a alegria se instala no coração. Hoje, sabemos pela ciência que a alegria no coração, isto é, no interior, produz reações químicas que contribuem para o equilíbrio e a manutenção da saúde humana. A pessoa que procura a presença de Deus, no seu dia a dia, tem a alegria do Senhor, que é a nossa força (Ne 8.10).
2. Um coração cheio de amor. O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão e identidade do que significa ser cristão. O apóstolo Paulo escreve: “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5). Essa palavra mostra que o amor de Deus está derramado no coração daqueles que têm o Espírito Santo e, por isso, o coração transformado. Por isso, o coração do salvo está cheio de amor. Dessa forma, podemos viver o que o apóstolo Paulo escreveu: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Cl 3.14,15).
3. O penhor do Espírito no coração. Em sua Segunda Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo escreve: “Mas o que nos confirma convosco em Cristo e o que nos ungiu é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações” (2Co 1.21,22). Aqui, esse texto bíblico mostra que o penhor do Espírito Santo é a garantia de nossa salvação, dada por Deus e testificada em nosso coração. Além dessa garantia, o “penhor do Espírito Santo”, também chamado de “penhor da nossa herança”, é garantia de vitória para a Igreja do Senhor Jesus Cristo (Ef 1.13,14). Portanto, o Espírito Santo é a maior garantia de que Deus cumprirá integralmente todas as promessas feitas à sua Igreja.
SINOPSE III
Deus tem promessas de um coração novo, feliz, cheio do amor que é derramado pelo Espírito Santo.
CONCLUSÃO
Nesta lição, estudamos a promessa de “um coração novo” para a Igreja. Ninguém pode ver o coração, pois ele se refere ao interior de cada um. A pessoa pode falar uma coisa e pensar outra, pode prometer uma coisa e proceder de modo diferente. Tudo isso faz parte das fraquezas da condição humana. Contudo, mediante sua Onisciência, Deus sabe de tudo e de todas as coisas, tanto do universo quanto do coração do ser humano. Ele é o Senhor que esquadrinha o nosso coração, prova os pensamentos e recompensa a cada um conforme suas ações (Jr 17.10).
1. A que a palavra “coração” se refere?
A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa.
2. O que atesta a obra da Nova Aliança?
O que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Rm 2.28), mas a obra realizada pelo Espírito Santo no coração da pessoa (Rm 2.29).
3. Qual é a capacidade de quem recebe o coração novo?
Tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa a seu redor, de maneira que possa desejar a fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2; Fp 4.8,9).
4. Qual é a essência do Cristianismo?
O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão e identidade do que significa ser cristão.
5. O que pode ser testificado em nosso coração?
O penhor do Espírito Santo é a garantia de nossa salvação, dada por Deus e testificada em nosso coração.
A PROMESSA DE UM CORAÇÃO NOVO
As Escrituras afirmam que Deus conhece o mais profundo do coração humano. Obviamente, coração, aqui, não se refere ao órgão físico, mas à mente como centro da razão e das emoções. E neste espaço da dimensão humana que Deus opera o processo de regeneração a fim de que o homem vivencie uma nova experiência com Ele. A Palavra de Deus ressalta que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todos aquele que crê (Rm 1.16). À medida que o ser humano tem consciência das “Boas Novas”, a sua forma de pensar e as suas emoções são impactadas tanto no sentido intelectual quanto espiritual.
Deus fez promessas a Seu povo a respeito de operar neles um “novo coração” (Ez 36.26,27). O profeta usa a figura da substituição de um coração de pedra por um coração de carne. Essa figura de linguagem aponta que o povo de Deus não O serviria de maneira religiosa, mas com um coração integro e sincero para com Ele (Sl 51.10,17). Nosso Senhor elucidou essa questão ao abordar o assunto do novo nascimento com Nicodemos, um religioso conceituado em Israel (Jo 3). Nas palavras de Nosso Mestre, é necessário nascer do Espírito para ver o Reino de Deus (Jo 3.5). Isso significa que todo aquele que, de fato, crê em Jesus precisa ter uma experiência espiritual com o próprio Cristo de modo que mude sua maneira de entender a vida, pensar e agir com relação a Deus e ao próximo. O Dicionário Bíblico Baker (CPAD), destaca que “uma das muitas imagens de salvação que a Bíblia usa é o novo nascimento. Pedro louva a Deus, porque Ele ‘nos gerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos’ (1Pe 1.3). Na sua conversa com Nicodemos, Jesus afirma: ‘[...] aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’ (Jo 3.3). Ele continua explicando que o ato do novo nascimento é obra do Espírito (3.5-8). O Senhor Jeová já prometerá no Antigo Testamento o que Jesus falou (Ez 36.25-27). Por causa de nossa rebelião pecaminosa contra o Senhor, a humanidade está espiritualmente morta. Deus Pai vivifica os que estão espiritualmente mortos por meio da obra do Espírito Santo mediante a ressurreição de Jesus. O novo nascimento é o ponto de partida para a transformação moral do crente.” (2023, p.359).
Quando o crente experimenta o novo nascimento, a sua vida é transformada. Já não é o mesmo, pois sua vontade não é mais inclinar-se às obras da carne. Antes, deseja com afinco andar no espírito, isto é, priorizar as virtudes do Fruto do Espírito (Rm 8.5-9; Gl 5.16-24).